Polícia Federal e Ministério Público Federal vão investigar contrato da Prefeitura com a Sangari

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João Cury e Narcizo Minetto

As supostas irregularidades envolvendo a Prefeitura de Botucatu em contrato da Secretaria de Educação, na compra de serviços da empresa Sangari serão investigadas pela Policia Federal de Bauru e Ministério Público Federal.

Comunicado nesse sentido foi emitido através do ofício no dia 2 de maio, ao Juiz da 2ª Vara Civil da Comarca de Botucatu, assinado pelo Delegado Federal Oscar Luiz Torres. O processo tramita desde 2013 na Justiça Estadual.

“Visando instruir os autos do inquérito Policial Federal nº 1222/2017 – IPL 0184/2017-4 DPF/BRU/SP (favor usar como referencia), em cumprimento a cota ministerial de fl 425, cópia anexa, solicito cópias das principais peças integrantes do Inquérito Civil e da respectiva Ação Civil Publica movida em face de João Cury Neto, Narciso Minetto Junior e Abramundo Educação em Ciências Ltda, salvo engano, distribuída sob o numero 4005686.08.2013.8.26.0079”.

A ação da Polícia Federal foi iniciada após um ofício assinado no dia 22 de fevereiro deste ano pelo Procurador da República Marcos Salati, que informou ser o processo de iniciativa do Ministério Publico Federal e comunicou dificuldade para encontrar a Sangari/Abramundo (novo nome da empresa).

“Ainda considerando a necessidade de se ultimar diligencias imprescindíveis à formação da opinio delicti, a saber, a tentativa de nova localização e oitiva Bhenam Baghai Sangari. A empresa segundo o processo em tramitação não está sendo localizada”, situa o ofício ao Juiz da Segunda Vara de Botucatu.

O procurador da República ainda pede cópias da Justiça Estadual das provas produzidas na ação civil publica em andamento e requereu a documentação em 90 dias para continuidade das investigações.

Em 2010, a Prefeitura de Botucatu contratou a empresa Sangari para a implantação de um modelo pratico de ensino de ciências com kits para experimentos.

A Empresa e a Prefeitura assinaram um documento no valor de aproximadamente R$ 9.666.804.64, que segundo o processo teve dois aditamentos e chegou a R$ 11.241.832,02.

Devido a uma série de dificuldades na implantação do projeto educacional, houve a suspensão do contrato.

No andamento do processo a Prefeitura teria comprovado que os empenhos e a contratação, haviam sido legais.

O processo pede a devolução dos pagamentos feitos e que os políticos envolvidos na efetivação do contrato com essa empresa, cujos proprietários desapareceram, respondam judicialmente por improbidade administrativa.

O envolvimento da Justiça Federal foi em função do uso de recursos do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação.

Parte do Kit utilizado nas aulas de ciencias|Imagem TVTEM

Em 2010 a Prefeitura de Botucatu divulgou um comunicado informando que o contrato havia sido legal, assim como apresentou documento do Tribunal de Contas do Estado, dizendo que a operação havia sido feito dentro da legalidade.

O ex-prefeito João Cury Neto e o ex-secretário de Educação Narcizo Mineto não foram localizados para comentar o caso. A Prefeitura não emitiu nenhum comunicado sobre o assunto.

 

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