Museu municipal ganha registros históricos da banda marcial La Salle

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A Banda Marcial Botucatu brilhou este ano novamente no desfile cívico ao aniversário de Botucatu, em abril | Foto Danilo Batista

 

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Inaugurado há dois meses, o Museu Histórico e Pedagógico Francisco Blasi, no Espaço Cultural, acaba de receber mais uma parte marcante da história de Botucatu. Trata-se de registros da Banda Marcial Botucatu – Afrape (Associação Fraternal Pelicano), grupo que procede a banda marcial do Colégio La Salle, que durante 50 anos acumulou participações de peso em desfiles cívicos na cidade e fora, além de uma série de prêmios.
O material já está todo sob poder da secretaria da Cultura, entre documentos, fotografias e troféus, para ser futuramente exposto.
“No museu vai a história desde o começo da banda até agora, contada da melhor forma possível e lembrando que a banda é da cidade de Botucatu. É um fato muito importante e mostra que não vamos deixar essa história acabar”, declara o maestro Luiz Antônio Vieira, o Bolinha, que regeu o conjunto no colégio durante décadas e, desde 2014, é o coordenador geral dos músicos na Afrape, instituição que os acolheu quando a unidade de ensino extinguiu o grupo.
Assim como Bolinha, boa parte dos integrantes da Banda Marcial Botucatu – Afrape fizeram parte da extinta banda do La Salle. E, há três anos, eles voltam a brilhar nos desfiles cívicos botucatuenses. São quase 80 talentos na execução de instrumentos de sopro e percussão no grupo, que agora é oficialmente a continuidade da Banda Marcial do Colégio La Salle.

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Entidade beneficente, a Afrape sobrevive de doações e projetos para oferecer atividades culturais, e ainda de educação e profissionalização durante o contraturno escolar de crianças e adolescentes moradoras da zona norte de Botucatu.
E assim também acontece com a banda marcial. “Quando estávamos praticamente abandonados fomos convidados para entrar num desses projetos. Foi então que conseguimos alguns instrumentos, outros tinha na Afrape e muitos eram de integrantes, mas faltavam os que estavam no colégio”, conta Bolinha.
Mas agora não falta mais nada. Os mesmos instrumentos que lá atrás foram conquistados no colégio – parte por meio de promoção e doações -, voltaram aos músicos na Afrape. “A conquista dos instrumentos tem história”, afirma o maestro.
Metade dos atuais integrantes da banda também vieram do colégio. Os demais são da associação, que busca promover o aprendizado de música aos jovens atendidos.
“Gostaria de parabenizar a todos os envolvidos, ex-integrantes da banda La Salle, direção atual do colégio, direção da Afrape, integrantes da Banda Marcial Botucatu e principalmente ao nosso grande maestro e guerreiro da arte, Luiz Antônio Vieira”, declara o membro Samuel Ramos.

 


Luciana Faria é jornalista e atuou em Botucatu na editoria de cultura do jornal Diário da Serra. Trabalhou na assessoria de imprensa de órgãos culturais, como Mauricio de Sousa Produções, e editoras Escala e Nova Criação.

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