SOB O OLHAR AZUL e os CURRAIS URBANOS

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Antes de qualquer colocação, devo esclarecer que não consultei a Prefeitura Municipal.
Então não sei se tratam-se de terrenos públicos ou particulares, se esses terrenos fazem parte ou não de área de preservação.
Agora, um pouco de histórias.
Há alguns anos atrás, virou febre a criação de cavalos em cocheiras improvisadas em terrenos de todo tipo.
Crimes ambientais e contra os animais eram visíveis.
Houve infestação de carrapatos e o número de cupins nos terrenos aumentou assustadoramente. Os cavalos, éguas e potrinhos, só pele e osso, mal alimentados que eram. Sem esquecer as condições da água que eles bebiam e as de higiene no entorno dessas baias.
Conversei com um amigo vereador, conversei com amigo funcionário da saúde, e tive respostas assim: se houvesse espaço e recursos suficientes para que a Prefeitura recolhesse esses animais, ainda assim seria inviável. Intimar quais proprietários? Quem se apresentaria, pagaria multa e retiraria animais de mínimo valor comercial? Eles seriam, então, mantidos ad eternum pelo poder público? Seriam sacrificados? Isso seria legal?
Situação enrolada!
A febre pelos cavalos passou. Ficaram as cicatrizes nos terrenos, com baias abandonadas, voçorocas assustadoras, uma feiura criminosa nas áreas verdes.
Triste.
Hoje quero mostrar esse curral urbano, na rua Antônio Sanches, na divisa das Vilas Jardim, Santa Catarina, e dos bairros CDHU, Cohabs 5 e 6, Comerciários e Flora Rica.
É uma importante rua de acesso.
É uma rua que limita uma área com nascente e mata nativa, que, no meu querer pessoal, deveria tornar-se uma maravilhoso Parque Municipal.
As fotos mostram a situação de sujeira das calçadas, dos terrenos no entorno do curral, esterco e palha de milho. Muita palha de milho.
Bois e vacas se alimentam, também, de palha de milho?
Os terrenos tem bom pasto, sim. Mesmo com essa estiagem.
Não se trata, apenas, de levar um gadinho pra pastar em áreas públicas, coisa que acontece também aqui, na área de preservação da rua José Clementino Bravin.
E que também causa estragos.
Na rua Antônio Sanches o curral é cercado! Perto dele, com outra cerca, plantação de milho. Também já teve de cana, vejam só.
Sou leiga tanto com relação a propriedade como sobre impacto ambiental e sobre leis de proteção aos animais.
Escrevo como cidadã, moradora e proprietária.
Tenho consciência de que essa situação se repete por todos os bairros no entorno da cidade.
E isso me incomoda ainda mais.
Até a próxima, pessoas!

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