Resposta ao artigo|A freguesia de Botucatu e a trama da troca de seus oragos: Nossa Senhora de Sant’Ana ou das Dores?

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Resposta ao artigo de Gesiel  Júnior – A freguesia de Botucatu e a trama da troca de seus oragos: Nossa Senhora de Sant’Ana ou das Dores?
por Paulo Pinheiro Machado Ciaccia
Como publicado no Artigo – E a Capela de Nossa Senhora das Dores de Cima da Serra de Santo Ignacio ?,  no www.diariobotucatu.com.br;    no Diário Botucatu de 09/09/2017; no www.historiadebotucatu.com.br  e  no Jornal Lavapés de 15/09/2017, a partir de 16/08/1855 (item 7), em que o  Diretor dos Índios Brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira, assina a “Relação dos Conventos, Confrarias, Recolhimentos, Capellas, e Bens vinculados que ha na Provincia de S. Paulo em o anno de 1854, com declaração de seus rendimentos, provenientes de qualquer origem que seja”, todas as publicações oficiais, e por conseguinte as não oficiais, introduziram a “Vila de Nossa Senhora das Dores” e a “Paróquia de Nossa Senhora das Dores” para Botucatu. A partir desse documento, todos os demais, oficiais e não oficiais, tiveram a sua influência na História de Botucatu. Este documento torna-se então, o ponto de partida, até agora descoberto, para novas pesquisas, em torno da temática.
Os documentos do Arquivo do Estado de São Paulo, emitidos pela Câmara Municipal de Botucatu, em 1859 e 1860 (item 19), atestam que a Doação dos Herdeiros de Joaquim da Costa e Abreu (falecido aproximadamente em 1840), Verbal e sem Título de Doação, foi complementar (em outra época não determinada) à Doação do Capitão José Gomes Pinheiro em  23/12/1843, pois ambas foram dedicadas ao Patrimônio da Capela de Sant’Anna. O Capitão José Gomes Pinheiro foi quem instituiu a Padroeira Sant’Anna na sua Escritura de Doação de 23/12/1843.
A Fundação de Botucatu por Simão Barbosa Franco em 1766 e com invocação a Nossa Senhora das Dores, por ordem do Governador e Capitão-General  D. Luiz Antonio de Sousa Botelho Mourão, Morgado de Matheus, era tida como verdadeira e com Capela existente, à época da assinatura em 16/08/1855 pelo Diretor dos Índios Brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira, da “Relação dos Conventos, Confrarias, Recolhimentos, Capellas, e Bens vinculados que ha na Provincia de S. Paulo em o anno de 1854, com declaração de seus rendimentos, provenientes de qualquer origem que seja”.  A Fundação de Botucatu em 1766 com invocação a “Nossa Senhora das Dores”, foi expressa nos “Apontamentos Históricos, Geográficos, Estatísticos, Noticiosos da Província de São Paulo” de Manuel Eufrásio de Azevedo Marques em 1879 (item 14).
Conclusão – Tais fatos permitem a ilação de que o “Autor” da citada “Relação das Capelas de 1854”, assinada pelo Diretor dos Índios Brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira, tenha considerado como existente tal Capela de 1766 para Botucatu. O histórico do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 1957, Volume 28, p. 158, cita : “Acredita-se que no ano de 1766, tenha sido inaugurada uma capela de “Nossa Senhora das Dores” de Cima da Serra, onde, provavelmente, está localizada a cidade” (anexo 13).
Esperando contribuir com adendos à rica História de Botucatu,
Paulo Pinheiro Machado Ciaccia – Botucatu – 14/09/2017
Vide mais informações a respeito da História de Botucatu e Região no site www.historiadebotucatu.com.br

 

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