Empresa de desenvolvimento sustentável entra no Parque Tecnológico

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A manhã desta sexta-feira (20) foi de mais uma oficialização para o Parque Tecnológico de Botucatu. A empresa Água da Mata Desenvolvimento Sustentável assinou contrato para instalar sua estrutura de serviços administrativos e laboratoriais no local. Esta é a quarta instituição a firmar acordo com o Parque, a segunda no espaço de duas semanas.
O encontro contou com a participação de Juliana Garcia Carvalho Pupatto, proprietária da Água da Mata; Carlos Alberto Costa, diretor executivo do Parque Tecnológico de Botucatu; Elias Marcelo Sleiman, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico; Daniel Lopes, secretário adjunto de Indústria e Comércio; e Leonardo Curi, assistente técnico de inovação, também do Parque.
“Quando comecei a ver notícias de que teria um Parque Tecnológico em Botucatu, já imaginava a Água da Mata instalada. Estou com muita expectativa de começar a trabalhar”, afirma a proprietaria.
A escolha pelo local, segundo ela, foi com o objetivo de “abrir portas” para o mercado, além da infraestrutura disponibilizada. “Para ir ao mercado de trabalho, o Parque nos dá uma garantia maior do que estando em uma empresa ‘sozinha’. Também aumenta a segurança devido aos riscos com os equipamentos que tenho. E foi bom também por estar perto da minha casa”, conta.
A Água da Mata começou como um projeto do Sebrae, em 2005. Desde então, Juliana sempre quis criar uma fonte orgânica de silício (segundo elemento químico mais abundante na Terra) pelo aproveitamento de diferentes resíduos agroindustriais. Até então produtores não possuíam alternativas de fertilizantes orgânicos ao tratamento de folhas, além dos produtos de base química encontrados costumeiramente no mercado.
A fonte orgânica produzida, a Biosilica, estimula a brotação e florescimento, aumentando a produtividade agrícola, além de tornar a planta mais resistente ao ataque de fungos. Ela também pode ser utilizada pelo produtor convencional e auxiliar no desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.
Depois de passar pela Incubadora Prospecta, localizada no campus da Unesp – Fazenda Lageado, também gerida pelo Parque Tecnológico, e contar com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) nos programas PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) 1 e 2, o produto está praticamente pronto para ser vendido ao mercado.
“Neste ano pretendo finalizar, fazendo parcerias com outras empresas que estão no campo vendendo produtos. Agora pretendo obter o retorno do investimento na pesquisa que fiz e criar novos produtos”, diz.
O diretor executivo Carlos Alberto Costa comentou que, nas últimas duas semanas, o número de empresas instaladas no Parque Tecnológico Botucatu dobrou. Com estes novos contratos, o Parque Tecnológico passa a contar com cerca de 40 pessoas nele trabalhando. “Dobramos o número de empresas nestes últimos quinze dias e conseguimos ocupar mais que o dobro dos espaços preenchidos até então, pois a empresa SoluTudo contratou três salas para a instalação das suas atividades ”, afirma.
Com a assinatura de hoje, o Parque Tecnológico passa a contar com quatro instituições residentes: a BPI (Biologia Molecular), a Omics (Terapia Celular Regenerativa), a Solutudo (Tecnologia da Informação e Comunicação) e a Água da Mata (Fertilizantes Orgânicos).

(da assessoria)