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O Ministro da Defesa Raul Jungmann divulgou na sexta-feira, dia 12, às 19h31, ter recebido em Brasilia, representantes da empresa Boeing para discutir parcerias no mercado aeronáutico com a brasileira Embraer. 
Representando a Boeing Latin America, estiveram Greg Smith chefe financeiro e vice presidente de desempenho empresarial e estratégico, o vice presidente de cooperação estratégica, Travis Sullivan, o presidente comercial Ray Conner e a Presidente da Boeing America Latina, Donna Hrink.
As informações foram divulgadas no twitter do Ministro.
Na reunião estavam ainda o comandante da FAB, Tenente Coronel Nivaldo Luiz Rossato, o secretário de produtos de defesa Flávio Basílio, o secretário de economia e finanças da FAB, José Magno Araujo, e o diretor Heraldo Luiz Rodrigues.
Não foi revelado detalhes do encontro.
O ministro divulgou que seu posicionamento é favorável a uma parceria da Embraer com a Boeing, mas não concorda com a manutenção do controle acionário da empresa pelos americanos.
Jungmann defende que esse controle é uma questão de soberania nacional.
A Embraer é a espinha dorsal do plano nacional da industria de defesa, que visa estimular o desenvolvimento de armamento de defesa e ataque com tecnologia nacional, da qual fazem parte empresas nacionais e em parcerias com o estrangeiros, no setor de tecnologia aérea, naval e terrestre.
A Boeing tem interesse no mercado de aviação regional e nos produtos militares que a brasileira está produzindo. Um dos exemplos nos produtos brasileiros foi a parceria anunciada entre a Boeing e a Embraer para vender o KC390, o cargueiro desenvolvido pela Força Aérea do Brasil e a Embraer.
Enquanto os jatos americanos de última tecnologia custam milhões de dólares a hora de vôo, para destruir guerrilheiros em caminhões improvisados com artilharia anti aérea, um Supertucano faz o serviço com eficiência similar custando décimos de milhões de dólares a hora de vôo e com custo de manutenção baixo.
Em um país envolvido em diversas guerras mundo afora e com o contribuinte reclamando do custo das guerras, é um mercado a ser explorado e que a Embraer já tem visibilidade e produtos.

DOS METALÚRGICOS DE BOTUCATU
É CONTRA A VENDA DA EMBRAER

Botucatu sedia uma unidade de produção de peças e componentes da Embraer paras as aeronaves civis, executivas, defesa e agrícola. Os aviões agrícolas são integralmente produzidos no Município, no Aeroporto Tancredo Neves.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu esteve reunido na ultima sexta-feira, no mesmo horário em que o Ministro recebia os dirigentes da Boeing e defendeu posição contrária a venda da empresa Embraer aos americanos.
A preocupação das lideranças sindicais de Botucatu e de São José dos Campos é a desnacionalização da Embraer e a manutenção dos empregos no Brasil e nas cidades onde a Embraer opera sua produção e pesquisa.

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