Encontro realizado no Sarad para discutir crciação de comunidades terapeuticas
Com o objetivo principal de reunir as comunidades terapêuticas de Botucatu (que assistem pessoas dependentes de drogas e alcool) e discutir formas de fortalecer o segmento, o Grupo Reage promoveu uma reunião na terça-feira, 06, no Sarad (Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Droga), para debater o tema.
O encontro – informaram os organizadores – contou com a participação da Comunidade Leão de Judá, Atos 6, Ceifeiro da Ultima Hora, Missão Ágape (comunidade terapêutica feminina), e Desafio Jovem do Instituto Ruach, Juntamente com a Dr. Janice Diretora do Sarad.
Foi ressaltado o valor do encontro e dos cuidados que as Comunidades Terapêuticas dão em relação ao tratamento do usuário.
“Esta é uma oportunidade muito boa de saber tudo o que está acontecendo em nosso Município, através dessa união, o fortalecimento dessas organizações que têm prestado um serviço de excelência para a comunidade”, diz Layon Diniz, da Comunidade Terapêutica Ceifeiros, um serviço que acolhe, cuida, dá ressocialização, à população que precisa.
Foi abordado o “Programa Recomeço”, sendo uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo para resgatar os dependentes de drogas, principalmente o crack, oferecendo proteção e acompanhamento multiprofissional ao dependente químico e seus familiares.
Foi ressaltada a possibilidade de uma comissão de Políticas Sobre Drogas na Câmara, projetos de leis para amparar comunidades terapêuticas entre outros projetos de leis que poderiam ajudar na prevenção às Drogas. O Conselho Municipal de Politicas Sobre Drogas foi o assunto mais abordado.
O Grupo Reage informou que contactou o Presidente da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT), para agendar uma audiência publica e chamar a atenção de todas as áreas que abordam o tema para criação de uma rede eficaz em Botucatu, a FEBRACT orienta as Comunidades Terapêuticas, desde a elaboração de seus Estatutos, à organização interna e ao relacionamento com as autoridades e com a comunidade onde está inserida além de fornecer cursos de capacitação.
No Brasil existem cerca de 2 mil CT’s . O Censo que foi feito pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (SENAD), em 2012, apontou 1.850. Em termos de vagas são oferecidas em torno de 80 mil.
É um trabalho desenvolvido por entidades do terceiro setor sem fins lucrativos e que há uma vinculação muito forte com as igrejas de várias denominações”.
Juberto Galdino (do Grupo Reage) ressaltou que o reconhecimento às Comunidades Terapeuticas é uma das principais bandeiras a serem levantadas e lembrou que políticas continuadas precisam ser implementadas.
“Além do reconhecimento, é preciso a regulamentação do serviço com uma legislação clara e requisitos mínimos dando segurança tanto para o órgão público como para as próprias entidades. E também é uma garantia das pessoas acolhidas e da família. Então isso é algo que nós também perseguimos, e também objetivamos, para que haja um financiamento continuado do serviço da comunidade terapêutica. Hoje existem convênios isolados que dependem de editais de licitações e renovações a cada ano. Não existe uma política continuada de financiamento e que dá uma instabilidade para as entidades se manterem”.

 

(da assessoria)

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