.Abertura da Temporada 2018 OSMB
.Domingo, 04/03 – Horário: 19h
.Teatro Municipal Camilo Fernandez Dinucci |Pça. Coronel Rafael de Moura Campos, 27, Centro | Entrada franca |Ingressos distribuídos na hora do espetáculo

Por Luciana Faria

2017 foi um marco para a Orquestra Sinfônica Municipal de Botucatu (OSMB). No ano em que o grupo comemorou três décadas de existência – despontando como uma das únicas orquestras sinfônicas profissionais do interior paulista – o público botucatuense foi presenteado por uma variedade de concertos de ponta, com direito a convidados de outras cidades brasileiras e até do exterior, interpretações de obras trabalhosas e homenagens a grandes compositores.
Já esse ano, o trabalho continuou intenso por parte dos músicos para manter o nível que os espectadores, que lotaram o Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci nas apresentações do ano passado, aprenderam a se acostumar. Desde o dia 22 de janeiro, a OSMB retomou seus ensaios sob a regência do maestro Fernando Ortiz de Villate, se preparando para uma temporada 2018 repleta de novidades.
A primeira delas é o investimento na parte pedagógica, como a integração de jovens músicos aos concertos profissionais. Para o de abertura, que acontece neste domingo (4) a partir das 19h, as pianistas Carolina Cibele Rodrigues e Gabriela Castilho terão a oportunidade de subir ao palco com a orquestra.
Elas, que participaram da seleção para a Orquestra Jovem de Botucatu, não ficarão de fora de aprender com os profissionais da OSMB. O maestro adianta que essa é uma ideia para se repetir ao longo do ano com outros pianistas que não conseguiram entrar para o grupo.
“Vendo pelo teste, houve tanta gente tão talentosa, que a OSMB decidiu dar a oportunidade para que esses jovens pianistas, em alguns concertos, possam intervir dentro da orquestra, para que eles tenham a vivência de como é tocar dentro de uma orquestra sinfônica”, explica.
No domingo, Gabriela interpreta “Dança Húngara n° 4”, de Johannes Brahms, e Carolina participa logo da abertura, tocando “O Guarani”.
Baseado no romance homônimo de José de Alencar, a obra de Carlos Gomes foi a primeira brasileira a fazer sucesso no exterior. A estreia foi na Itália, em 1870, e até hoje a ópera é interpretada por artistas de peso. Sua fama ganhou o mundo e, justamente por isso, o maestro Fernando Ortiz destaca a delicadeza de tocá-la.
“Por ser famosa, é delicado tocá-la, porque é tão conhecida que um erro dá para perceber”, pontua o músico, lembrando de outros aspectos que fazem a obra diferenciada e grandiosa. “É tão virtuosa, tem tanta nota, tanta velocidade, me transmite uma grande sonoridade, uma energia muito bonita”.

Outras novidades da temporada

A escolha de misturar o virtuosismo de Carlos Gomes com a energia de Brahms equilibrada ainda à formalidade de Joseph Haydn desse primeiro concerto já adianta a versatilidade – e alta qualidade – do que está por vir nos próximos espetáculos da OSMB.
“O primeiro concerto tem um impacto grande, porque apresentaremos obras famosas, virtuosas e de grande energia. Creio que será a cara do que mais ou menos se espera durante todo o ano”, pontua o maestro.
E para completar as novidades do ano, não faltarão grandes solistas nas apresentações, convidados e talentos de dentro da própria orquestra, como o spalla Guilherme de Moraes Correia.
“Ele fará uma pequena intervenção como solista dentro da orquestra, uma música que será uma surpresa, um bis muito lindo, o público vai delirar”, adianta Villate.
Já entre os convidados, estão músicos de outras orquestras e, mais uma vez, artistas do exterior. Sem contar os artistas da cidade, que a OSMB sempre faz questão de valorizar – a exemplo dos novos talentos que serão apresentados ao público em cada concerto.
“Tudo isso é para que o meio musical brasileiro saiba que Botucatu apresenta música popular de qualidade e também apresenta música clássica de altíssimo nível”.

Luciana Faria é jornalista e atuou em Botucatu na editoria de cultura do jornal Diário da Serra. Trabalhou na assessoria de imprensa de órgãos culturais, como Mauricio de Sousa Produções, e editoras Escala e Nova Criação.

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