Metade da década de 1960.
Em Uberaba, sempre nas férias, eu era uma menininha muito feliz.
Tive uma tia pop, moderna, que amava os Beatles e a Jovem Guarda.
E, com ela e suas amigas, passeando de fusquinha, fui me apaixonando.
A TV era preto e branco mas as emoções musicais eram cor na minha vida.
Papai assinava as revistas de então, Manchete e Cruzeiro.
E como eu gostava de vê-los, todos eles, lindos e diferentes do padrão.
Nunca fui princesinha mas eles tornaram-se Cavaleiros de Sua Majestade.
Pura magia.
Com todo o psicodelismo e a libertação feminina, Woodstock, tropicalismo, ditadura, o sonho acabou e abalou, sim.
E aí….clássicos.
Os mais tocados, os mais ouvidos.
Meu primeiro disco dos Beatles foi Revólver.
Meu pai me deu e ainda tenho.
Sargent Peppers ganhei de um amor.
Lucy in The Sky foi trilha sonora da adolescência, junto com Supertramp e Queen.
Vieram outras bandas, vieram os filhos, e sempre Beatles vibrando em nossa casa.
Trilha de amores vários, acabei por escolher George Harrison como o meu preferido Sweet Lord.
Minha primeira coluna, Constelação, no Jornal de Botucatu, foi publicada dias depois da morte do John Lennon. Inesquecível em sua linda batalha pela paz mundial.
E aqui, em 2018, ainda sou Beatles.
Fui assistir The Beetles One, assim mesmo visto que cover, no Municipal.
Considerada a melhor banda cover do quarteto pelo Cavern Club, de Liverpool, onde tudo começou, vieram comemorar seus 15 anos conosco.
Caprichosos nos figurinos e nas imagens projetadas, fizeram conosco uma viagem no tempo.
E foi lindo, emocionou, arrepiou e fez cantar um teatro lotado por várias gerações de fãs.
Let it be.
The Beatles forever, huhuuuu!
Feliz semana e até a próxima!

(Fotos de Silvia Avelar Campos Cruz)

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