Professor da Unesp de Botucatu é novo coordenador adjunto de Medicina da CAPES

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O Professor Doutor Carlos Antonio Caramori, coordenador do Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica (parceria Institucional entre o CEVAP – Centro de Estudos de venenos e Animais Peçonhentos e a FMB – Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu) foi indicado para ser o coordenador adjunto, de 2018 a 2022, dos Programas Profisisonais da Área de Medicina II da CAPES – Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior. Ele foi indicado pela Portaria nº 90, de 27 de abril de 2018, publicada no Diario Oficial da União.
“De maneira geral, essa indicação da CAPES foi muito importante para mim e será de muita responsabilidade, pois, além de termos o trabalho em melhor definir os conceitos da Pos Graduação profissional, deveremos trabalhar na definição de critérios para o Doutorado profissional (ainda inexistentes) e melhorar o sistema de avaliação/egressos e criar um modelo de matriz curricular desejada para esses programas”, comenta Caramori.
A Coordenação Geral da Medicina II será regida pelo professor Rodrigo do Tocantins Calado De Saloma Rodrigues (FMRP USP) e a Coordenação Adjunta dos Programas Acadêmicos, pelo professor Julio Henrique Rosa Croda (FIOCRUZ, UFMS).
A área de Medicina II da CAPES tem 104 programas de pós-graduação, sendo 13 profissionais. Os programas distribuem-se nas seguintes áreas: a) doenças infecciosas, parasitárias e tropicais; b) patologia; c) pediatria e saúde da criança e do adolescente; d) psiquiatria e ciências do comportamento; e) neurologia; f) radiologia e diagnóstico por imagens e g) ciências da saúde, além de programas em outras áreas da clínica médica (reumatologia, hematologia, etc).
Participam da Medicina II aproximadamente 1700 docentes permanentes, foram titulados cerca de 4200 mestres acadêmicos, mais de 2400 doutores e 250 mestres profissionais, denotando a magnitude da área no sistema de pós-graduação nacional. A área foi responsável por cerca de 29.000 artigos publicados em periódicos científicos, sendo 11% deles no estrato Qualis A1.
O desenvolvimento dos programas profissionais ainda é um processo em evolução e no último quadriênio tentou-se estabelecer um conjunto de eixos que permitissem uma melhor avaliação da produção e metas: 1) desenvolvimento de novo produto, 2) inovação de processos, 3) inovação da gestão em saúde, 4) formação e 5) extensão e consultorias.
No entanto, é notório que tanto para a formação acadêmica como para a formação profissional, o maior trabalho será realmente poder fazer um sistema que permita a adequada avaliação formativa dos profissionais, talvez mais relacionada à inserção do egresso no mercado de trabalho, sua valorização e impacto sobre o setor produtivo público ou privado.
Um dos grandes desafios da Coordenação Adjunta dos Programas Profissionais da Medicina II será desenvolver um melhor processo formativo, com bases mais adequadas da matriz curricular consonantes com a formação profissional, desenvolver processos de avaliação mais qualitativos que quantitativos e valorizar a avaliação de egressos, com maior interatividade com o setor produtivo, como a justa medida de impacto dos programas.

(da Unesp.br)

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