O Governador João Dória Jr (PSDB), disse após a primeira reunião com o Secretariado de Governo, no dia 2 de janeiro, que é preocupante a situação da Educação e segurança publica em São Paulo.
“Não queremos fazer aqui uma caça às bruxas ou estigmatizar o Governo anterior, mas falar a verdade. Na área da Educação, a situação é muito ruim. Na área de Segurança Pública, a situação é boa e será melhorada”,afirmou o governador.
Na coletiva, o novo Secretário de Educação Rossieli Soares da Silva, ressaltou a possibilidade de que 2,5 milhões de estudantes sejam prejudicados pela falta de 8,5 mil professores que poderiam ser supridos com docentes temporários, mas no final do ano passado (2018), a Justiça Estadual proibiu a contratação desse tipo de profissional temporário em todas as Secretarias Estaduais.
Conforme divulgou a Secretaria de Comunicação do Estado, devido a falta de professores ativos na rede escolar, perto de 60 mil alunos em todo o Estado, podem não ter nenhum professor no início das aulas. Também foi divulgado não teria sido feito aquisição de material escolar e material de apoio para este ano letivo.

João Cury nega falta de material e diz que Estado foi proibido de chamar temporários

O ex-secretário estadual de Educação João Cury Neto negou a falta de  provimento de material escolar para 2019 e a falta de professores na rede estadual, devido ação da Justiça no final do ano passado. Ambos os casos foram discutidos na transição de governo.
Ele avalia que deve ter ocorrido algum problema de comunicação com a equipe de transição, pois a ação movida pela Justiça do Estado contrária a convocação de professores temporários para aulas, havia sido informada à equipe de transição de Dória e aconteceu no final de 2018. João também afirmou que esteve pessoalmente com o novo secretário de educação, onde adiantou a situação da pasta.
“A Justiça do Estado entrou com ação contra a Secretaria no ano passado determinando que o Estado faça a contratação de professores e pare de trabalhar com temporários. A Procuradoria Geral do Estado recorreu da decisão, não só pela questão da situação da Secretaria de Educação, como de outras secretarias do Estado que vivem o mesmo problema”, explicou.
João Cury afirmou que embora possa faltar professores na rede escolar, as vagas estão ocupadas por profissionais que em grande parte estão afastados do serviço por diversos motivos como doenças, licenças maternidade e outras situações.
“A equipe de transição sabia desse problema em relação aos temporários, pois não atinge apenas a Secretaria de Educação, mas outras pastas de Governo. Tanto que a Procuradoria do Estado ingressou com ação argumentando e contestando a decisão. Pode ser que tenha ocorrido algum problema aí, não sei se por alguma falha ou outra coisa parecida”.
Joao Cury destacou que existem concursos públicos abertos que permitem a contratação de professores, mas a sua gestão não teve tempo de avaliar ou não a convocação, devido o encerramento da gestão administrativa.
“Tem concurso aberto e o novo secretário poderá, se desejar, fazer a convocação de novos professores, mas é preciso avaliar se tem a vaga, pois muitos que não estão dando aula, estão afastados por algum motivo justificado”.

Material escolar de 2019 já foi comprado, diz João Cury

João Cury, negou não ter comprado de material escolar. “Isso não é verdade”, disse enfático.
“A Secretaria de Educação comprou os materiais escolares que serão entregues a partir do dia 15 de janeiro. Tanto isso é verdade que no dia 21 de dezembro publiquei na rede social (facebook) foto da assinatura de contrato com a empresa que vai fornecer os kits escolares. Primeiro chega na capital, depois vai ser distribuído na região metropolitana e até inicio de março para todo o interior”, assinalou.
Na foto divulgada na rede social, conforme disse João Cury, é informado que aproximadamente 4 milhões de kits serão entregues pela Fundação de Desenvolvimento Escolar, a responsável pela realização do processo de aquisição do material  e fará a distribuição.
Ainda na rede social o ex-prefeito de Botucatu e ex-secretário de Educação, destacou que teve um encontro com o novo Secretário de Educação, quando ainda era Ministro de Temer, para discutir a transição.
“Na reunião conversamos sobre diversos assuntos, entre eles sobre o caderno do aluno, que é o nosso material didático. Acertamos, conjuntamente, que em 2019 o novo caderno já deveria vir atualizado, com base no novo currículo, que acabara de ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação. Nesse sentido, decidimos não imprimir o caderno com o conteúdo dos anos anteriores, pois ele não atenderia as novas necessidades curriculares dos alunos”.
Cury salientou ainda que foi combinado que em 2019 o novo governo ”ofereceria um material de transição, até que um novo fosse discutido com a rede, atualizado à luz do novo currículo e posteriormente impresso e entregue. Da mesma forma, os direitos autorais seriam contratados, de acordo com as obras que no material estariam contidas. Tínhamos mais pessoas presentes neste encontro. Se nada mudou, deverá ser este o encaminhamento a ser dado pela nova gestão”,escreveu.

CONFIRA AS POSTAGENS DE CURY SOBRE O ASSUNTO

– Assinatura de compra de material escolar para 2019

Diferentemente do que foi noticiado, em 2019 o material escolar começará a ser entregue nas nossas escolas, mais cedo do…

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-Encontro com novo Secretário:

3 – Acordo para o material didático

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