Uma empresa de biotecnologia, do Parque Tecnológico Botucatu, foi uma das 19 selecionadas pelo programa Finep Startup. A iniciativa, inédita no País, busca apoiar a inovação em empresas nascentes com o aporte de recursos financeiros para execução de seus planos de crescimento. Ao longo de 2018, 503 propostas foram submetidas ao processo de seleção. O edital reservou R$18,5 milhões a serem divididos entre as startups.
O projeto apresentado pela Omics é o de desenvolver novos produtos baseados em células-tronco para uso em medicina veterinária. A empresa foi a única da área de biotecnologia a ser selecionada neste primeiro edital realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.
Com o aporte já foram contratados profissionais para atuação em laboratório, na área comercial e de marketing. Tudo para aproximar os serviços da empresa a clínicas e hospitais veterinários que trabalham com terapia de células-tronco. De acordo com Marina Landim e Alvarenga, diretora da Omics, elas ajudam a liberar substâncias que diminuem a inflamação, estimulam a reparação do tecido lesionado e o sistema imune do paciente.
“Trabalhamos com células-tronco mesenquimais adultas, de altíssima qualidade, que são extraídas do tecido adiposo de um animal doador. Para se ter ideia, em um tecido adiposo a gente tem 0,0001% de células-tronco. No laboratório a gente extrai e multiplica até atingir 10 milhões de células, que é a dose terapêutica utilizada”, explica.
“Tratamos basicamente doenças: degenerativas (insuficiência renal e hepática); neurológicas (lesões de coluna ou nervos periféricos); ortopédicas (fraturas e osteoartrites; e imunomediadas (lupus, atopia, aplasias de medula óssea, doença inflamatória intestinal, entre outras). É um tratamento coadjuvante ao tratamento convencional o qual aumenta as taxas de recuperação e melhora qualidade e expectativa de vida dos animais”, explica.
Além da Finep, outros três investidores-anjo apoiam o projeto, que deverá ser executado em até 5 anos. Para complementar, o projeto da Omics também foi aprovado pelo programa Pipe-Fapesp (fase 2) para o desenvolvimento de um novo produto baseado no cultivo de células-tronco.
“Através desses investimentos pretendemos continuar aprimorando nosso serviço  e disponibilizar novas soluções para os veterinários nos tratamentos dos animais”,conclui.

(Da assessoria)

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