Botucatu e cidades da região estão incluídas nas áreas de vacinação contra a febre amarela, uma doença transmitida por mosquito e pode levar o doente à morte. A única forma de prevenção da doença é a vacinação.
O Estado de São Paulo vem, desde 2016, enfrentando um surto de Febre Amarela Silvestre.
“Desde 2009, Botucatu tornou-se área endêmica para febre amarela, quando foram encontrados primatas (macacos) mortos na região. Portanto, recomendamos a vacina contra a febre amarela para todos que residem em Botucatu e aos viajantes que planejam vir à cidade. É importante que as agências de turismo e receptivos orientem os viajantes”, cita o Secretário Municipal de Saúde, André Spadaro.
Além da vacinação, em regiões endêmicas, é recomendado o uso de repelente de insetos, camisas de mangas compridas e calças quando estiver ao ar livre, além de telas nas janelas ou rede de mosquiteiros. O combate ao mosquito Aedes Aegypti, que também transmite outras doenças como dengue, zika e chikungunya continua sendo fundamental.
Desde abril de 2017, o Ministério da Saúde indica dose única para a vacina contra febre amarela em todo o País, ou seja, a pessoa que recebeu uma dose documentada da vacina ao longo da vida será considerada vacinada.
Durante todo o ano, as Unidades Básicas de Saúde têm alertado a população sobre o risco de transmissão da febre amarela. Essa preocupação se dá pelo aumento da circulação de pessoas não vacinadas em áreas recém-afetadas pelo vírus, seja dentro do Estado de São Paulo ou em outros municípios do Brasil.

11 MORTOS NA REGIÃO EM 2009

Em 2009, pelo menos 11 pessoas morreram na região, principalmente em Piraju. Segundo dados divulgados na época, foram 10 pessoas de Piraju e uma de Itatinga. Quase todos faleceram em Botucatu, durante tratamento intensivo no HCFMB, hospital de referencia em casos complexos.
A Vigilância Epidemiológica e a Secretaria de Saúde do Estado realizaram campanhas de vacinação em 13 cidades da região. No Hospital das Clinicas mais de 30 pacientes foram atendidos com a doença e com casos suspeitos.

A VACINA É CONTRAINDICADA
NOS SEGUINTES CASOS:

– Crianças menores 6 meses de idade;
– Doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde;
– Histórico de reações anafiláticas a ovos de galinha e seus derivados, gelatina, eritromicina e canamicina;
– Gestantes, a não ser em situação epidemiológica com alto risco de exposição, seguindo recomendações expressas das autoridades de saúde;
– Imunodeficiência congênita ou secundária por doença (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou por tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de duas semanas, radioterapia etc.).

 

 

(Com assessoria)

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