A primeira tradição da Festa do Divino de Anhembi foi cumprida no último sábado, 27, às margens do Rio Tietê com a chamada ‘Derrubada das Canoas’. Este ano o evento acontece de 07 a 09 de junho.
Centenas de devotos se aglomeraram na Casa do Divino e desceram cantando e sob os torpedos de trabuco em direção a Casa das Canoas para ver de perto cada uma das embarcações serem arrastadas para a água.
Antes de empurrá-las, os devotos oram, cantam e as canoas recebem as bênçãos do padre.


A canção dos irmãos e devotos é a chamada ‘sarã’, uma música entoada por eles durante a viagem para invocar o espírito santo e clamar por forças na hora do cansaço.

A tradição de empurrar as canoas para o rio dias antes do evento vem desde os tempos em que as embarcações eram feitas de madeira e precisavam ficar na água para que inchassem evitando que a água penetrasse pelas frestas.
A Festa do Divino de Anhembi é o maior evento do calendário da cidade, um dos maiores eventos religiosos do Estado de São Paulo e atrai milhares de turistas todos os anos.

A FÉ DE UM POVO

A mais tradicional festa religiosa e folclórica do antigo povoador de Anhembi e região, na Época dos Bandeirantes, a Festa do Divino Espirito Santo de Anhembi, vai acontecer pela fé dos devotos da Irmandade do Divino, pois se dependesse da virtude dos homens, não aconteceria; dada quantidade de lixo acumulado da Capital e cidades da Região Metropolitana de SP, na orla do Município; tem ainda a grande quantidade de plantas aquíferas, como aguapés.
Neste ano os membros da Irmandade do Divino tiveram de literalmente empurrar as canoas para dentro do Rio Tietê, quase que caminhando sobre aguapés e outras plantas aquáticas.
A questão do lixo acumulado na Orla do Município já era uma preocupação antiga da Prefeitura. O prefeito Miguel Machado, esteve no último dia 23 de abril, com o Promotor Publico da Comarca de Conchas, Bruno Morais Ferreira, onde manifestou preocupação sobre o lixo acumulado sob as águas do rio Tietê, situação que vem assustando os moradores de Anhembi sobretudo pescadores, o setor de extração mineral, como o porto de areia e a organização da Festa do Divino.
O prefeito de Anhembi, segundo informou a assessoria de imprensa da Prefeitura do Município, esteve acompanhado do procurador jurídico da Prefeitura, Rogério Nogueira e da representante da Associação dos Pescadores, Nelcione Tolentino, que informaram o prejuízo econômico, ambiental, turístico e religioso.
O promotor Bruno informou que o assunto já vem sendo estudado pela promotoria, já que se trata de uma questão complexa dado o número de possíveis responsáveis, mas, que o prefeito acerta ao não se omitir.
“Somos há vários anos a grande vítima desta poluição que desce o rio vinda da Capital, porém, este ano de forma excepcional a situação se agravou devido as fortíssimas chuvas que acometeram a região metropolitana e que fizeram os resíduos se acumular nos pilares da nova ponte. Sabemos que é um caso burocrático, mas vamos buscar uma solução a curto e longo prazo juntamente com todos os setores prejudicados. Infelizmente não podemos agir com a velocidade e da maneira que gostaríamos, mas não desistiremos de buscar alternativas para esta questão.”, lamentou o prefeito.

AÇÕES DA PREFEITURA
Desde março a Prefeitura já oficiou órgãos como a AES Tietê, concessionária do rio; Marinha Departamento de Águas, e esteve reunida recentemente junto ao Secretário Executivo de Meio Ambiente, Luiz Ricardo Santoro buscando soluções.
Uma das preocupações é que a tradicional Festa do Divino, a maior atração turística da cidade seja prejudicada.

(Com assessoria| Fotos Prefeitura Anhembi)
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