Complexo industrial da Embraer Botucatu. no Aeroporto Municipal | Foto Embraer
A fábrica Embraer Botucatu vai continuar fornecendo peças e equipamentos para a Boeing Brasil Commercial, que adquiriu a linha de aviões de passageiros e também para a Embraer, que ficou com os produtos militares, além dos aviões agrícolas e jatos executivos. Na unidade do Aeroporto Municipal serão produzidas as estruturas para montagem no Brasil e EUA
Na formatação das novas empresas e divisão do patrimônio, a unidade de Botucatu tornou-se fornecedora de peças para as duas empresas.
As peças dos jatos de passageiros serão enviados para São José dos Campos, onde fica a sede da Boeing Brasil Commercial e para a Embraer, em Gavião Peixoto, onde serão montados os aviões executivos e os militares.
A Embraer Botucatu também vai enviar peças para a filial da Embraer nos Estados Unidos, onde são montados aviões militares e jatos executivos.
Segundo a assessoria de imprensa da Embraer, não muda nada na produção em Botucatu.
“Permanece sendo um centro de excelência em fabricação de estruturas aeronáuticas. A diferença é que parte da produção vai ser enviada para a Boeing Brasil Commercial, em São José dos Campos e parte para a Embraer (em Gavião Peixoto e Estados Unidos) para montagem final dos aviões”, esclarece a nota.
No desenho de produção da Boeing e Embraer, a unidade de Botucatu tornou-se uma fornecedora ‘Premium’ para a Boeing americana e a Embraer brasileira.
A fabrica de Botucatu emprega aproximadamente 1,5 mil trabalhadores, de Botucatu e diversas cidades da região. A unidade do Aeroporto tem aproximadamente 90 mil m².

 

BOTUCATU TEM DNA DA INDÚSTRIA AERONÁUTICA

A Embraer chegou a Botucatu no final dos anos 1980, quando a Industria Aeronáutica Neiva foi adquirida pela empresa de São José dos Campos. A Neiva foi fundada em 1954, no Rio de Janeiro e desde 1956 começa a produzir aviões civis e militares em Botucatu.
A Neiva foi uma das mais tradicionais marcas de aviões e tinha um centro de desenvolvimento em Botucatu e outro em São José dos Campos.
Ela produzia entre outros modelos, o famoso Paulistinha, avião em que a maioria dos pilotos brasileiros aprenderam a pilotar e também o Regente e o Universal, que durante muitos anos foi usado pela Esquadrilha da Fumaça e ainda é usado na formação de pilotos na Academia da Força Aérea.
Com a compra da empresa botucatuense, que tinha linha de montagem na Vila Antártica e no Aeroporto, a Embraer transferiu para Botucatu a linha de aviões feitos sob licença da ‘Piper’ e também o ‘Embraer Ipanema’.
Em Botucatu foi montado o ultimo modelo do Brasilia, um dos maiores sucessos da Embraer.

 

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